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Produtos do avião agrícola podem ter atingido nascente


Técnicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Triângulo Mineiro (Supram) vão analisar, na tarde desta segunda-feira, a água da nascente do córrego que abastece a cidade de Lagoa Formosa, na Região do Alto Paranaíba. 

A suspeita é que o leito tenha sido contaminado por produtos químicos que eram transportados por um avião que caiu na zona rural da cidade na sexta-feira. O piloto de 26 anos morreu.

O acidente aconteceu por volta das 18h de sexta-feira. A aeronave, que pertencia a uma empresa que realiza o serviço de pulverização de plantações, caiu durante um serviço em uma fazenda na zona rural de Lagoa Formosa. 

As causas do acidente ainda são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). De acordo com o órgão, um técnico de Brasília junto com outros regionais irão tentar identificar as causas da queda. Ainda não há um prazo para a conclusão dos trabalhos. 

Na queda da aeronave, o compartimento onde era levado o produto químico, que estava sendo jogado em plantações, se rompeu e espalhou o líquido. “Tinha um cheiro forte no local. Mas, como não choveu durante o fim de semana, acreditamos que o material não tenha atingido a nascente. 

Do local da queda até a nascente tem um espaço grande. Porém, somente os técnicos poderão confirmar se houve a contaminação”, explica o Élcio de Morais, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lagoa Formosa. 

Caso seja detectada a contaminação, o abastecimento poderá ser cortado na cidade. “Por enquanto não temos nenhum conhecimento nem mesmo de qial é o produto. Vamos esperar a Polícia Ambiental e os técnicos avaliarem para depois decidirmos o que fazer. Mas, novamente, até então não tivemos nenhuma circunstância”, disse Morais.

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