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Por que 2013 foi o ano para Airbus, Boeing e Embraer


Em 2013, a Airbus bateu o recorde histórico de número de encomendas para o setor de fabricantes de aviões, com 1.619 pedidos. A companhia francesa ultrapassou sua maior concorrente, a Boeing, que também se deu muito bem no ano: 1355 encomendas e o melhor número de entregas da história, 648 aviões.

A brasileira Embraer, terceira colocada entre as maiores fabricantes de aviões do mundo, teve um dos melhores anos de sua história, com 345 pedidos firmes. O que aconteceu em 2013 para todo mundo ter se dado tão bem?

Exame.com conversou com especialistas e representantes das três empresas para entender o que impulsionou tanto o setor.

Em primeiro lugar estão as inovações tecnológicas. No fim de 2010, a Airbus anunciou sua nova família de aviões, a A320neo, com motor mais eficiente e menos gastos com combustível. No ano seguinte, a Boeing anunciou a chegada da linha 737 Max, também visando maior eficiência.

Em 2013, a Embraer seguiu a tendência e lançou sua nova família, a E2, uma das principais razões para seu recorde de pedidos.

“Produtos novos e melhores costumam aquecer o mercado, na medida em que criam demanda”, afirmou George Ferguson, analista sênior para aviação da Bloomberg Research.

Em segundo lugar, a procura por novos aviões foi estimulada pela expansão das companhias aéreas dos mercados emergentes.

“Enquanto o mercado como um todo cresce na faixa de 5% ao ano, nos países emergentes o ritmo chega a 18% ao ano”, diz Paulo César Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial.

Embraer

No caso da Embraer, fatores mais específicos ajudaram a companhia a voar alto. Enquanto ela apresentava sua nova família E2, que deve economizar de 15 a 20% de combustível em relação à série E1 e permite mais lugares por avião, suas concorrentes diretas tiveram um ano difícil.

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