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FAB terá grupo para liberar aeroporto em caso de acidentes durante a Copa

Aeronave que derrapou em dezembro no aeroporto de Uberlandia
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) irá colocar nas 12 sedes da Copa do Mundo uma equipe de investigadores e técnicos para liberar rapidamente aeroportos em caso de acidente e incidentes. O objetivo é permitir que, em qualquer eventualidade, como deslizes ou saídas de pista, o fluxo de voos seja retomado rapidamente sem prejudicar turistas, diz o brigadeiro Luís Roberto do Carmo Lourenço, chefe do Cenipa.

“A ideia é estarmos presentes em todas as cidades-sede para dar uma acelerada em qualquer ação inicial que seja necessária e que possa acarretar na continuidade dos voos”, afirma o oficial. “Interdições de pistas podem provocar atrasos e precisamos de uma atuação para permitir que o fluxo siga rápido”, defende.

Atualmente, o Cenipa não conta com equipe em todos os estado e a chegada de um representante - necessária para avaliar a situação de segurança e investigar o ocorrido - pode demorar. Só há equipes fixas em sete cidades: Belém (PA), Recife (PE), Rio de Janeiro, São Paulo, Canoas (RS), Brasília (DF) e Manaus (AM).

O brigadeiro, porém, não teme ocorrências graves durante os jogos devido ao aumento do número de voos no período. No último dia 16, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as companhias aéreas a fazer 1.973 novos voos durante a Copa do Mundo, provocando uma alteração de 42% na atual malha viária.

Ao todo serão 20 mil assentos só para a abertura da Copa, em São Paulo, e 25 mil novos lugares para a final no Rio. Conforme a Anac, os aeroportos têm estrutura para aguentar o movimento extra.

“Quando a gente aumenta a malha, aumenta a tensão. Mas nossa vigilância na aviação é constante e estamos fazendo um trabalho de prevenção para que nada ocorra. Não acredito que haverá impacto na segurança (com o aumento da malha). São quase 2 mil voos, mas estão diluídos em vários aeroportos e durante todo o período da Copa”, diz Lourenço.

Incursões e deslizes de pista

Ocorrências chamadas de “incursões em pista”, como a entrada de pessoas, veículos e outros aviões, também serão monitoradas pelo Cenipa durante os jogos, por serem entendidas por convenções internacionais como ameaças à segurança. Recentemente, passageiros revoltados com atrasos abriram as portas de emergência de um avião no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, e saíram pela asa da aeronave, sem invadir a pista.

Aeroportos de capitais onde o movimento será maior, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, haverá equipes maiores da Aeronáutica.  “Em caso de um acidente ou até um incidente, que provoque a interdição da pista, é preciso de uma desinterdição rápida, e há um papel indispensável do Cenipa nestes casos junto com a Anac e a administração do aeródromo”, diz o chefe do Cenipa.

“Em Cuiabá, por exemplo, não temos um elo (representante) do Cenipa, que teria que ser deslocado de Brasília em uma época de voos cheios. Se estivermos prontos no local para atender, tudo fica mais rápido”, afirma o brigadeiro Lourenço, chefe do Cenipa.

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