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Um avião que era transportado pela BR-376 foi retido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Imbaú, e aguarda licença para liberação, próximo à cidade de Tibagi. A carga era levada de Brasília (DF) para o município de Itapejara D’Oeste, na região de Pato Branco. 

De acordo com o inspetor Elton Scremin, da 3ª Delegacia da PRF, os dois caminhões estão parados porque não possuíam licença especial para o transporte da carga com as grandes dimensões que possui.

Um dos caminhões levava as asas do avião, um Boeing da antiga empresa Viação Aérea São Paulo (Vasp). O outro caminhão transportava o restante da carcaça do avião. Jornal da Manhã

Atualização em 08/01/14




A carcaça de um avião antigo da Vasp, que estava estacionada em um posto de combustíveis na BR-376, próximo a Tibagi, na região dos Campos Gerais do Paraná, voltou a seguir viagem na manhã desta quarta-feira (8). De acordo com a concessionária Rodonorte, que administra a rodovia, a nova documentação para o transporte do avião foi providenciada pela empresa responsável e autorizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O boeing 737-200 saiu de Brasília, no Distrito Federal, na madrugada do dia 20 de dezembro com destino a Itapejara d’Oeste, na região sudoeste do Paraná. A viagem precisou ser interrompida após a PRF encontrar irregularidades na documentação do transporte da aeronave. No total, o avião deve percorrer cerca de 1.700 km de viagem. O transporte é feito por duas carretas, uma com a aeronave e outra com as asas, e com o apoio de outros quatro veículos.

Segundo a PRF, como a carga é indivisível, a transportadora precisa ter uma documentação especial com a autorização para o deslocamento do Departamento Estadual de Rodagem (DER) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), já que ultrapassa as dimensões legais estabelecidas pela legislação.

Tráfego pode ser prejudicado

Por volta das 10h, a aeronave passava pela praça de pedágio do Relógio na BR-277, próximo a Prudentópolis, na região central do Paraná, segundo informações da concessionária Caminhos do Paraná, que administra este trecho da rodovia. Ainda de acordo com a empresa, o trânsito não está sendo prejudicado, já que o caminhão segue com velocidade a 70 km/h.

A concessionária disse que não foi informada sobre a passagem da carga pela rodovia e por isso, não preparou nenhum esquema especial de circulação. Segundo a empresa, sempre que houver o transporte com dimensões acima do normal, o correto é informar a concessionária 72 horas antes para evitar transtornos aos usuários. A empresa ainda comunicou que não tem o poder de impedir o transporte, já que foi autorizado pela PRF.

Arremate

O avião foi arrematado em um leilão judicial por R$ 175 mil, em setembro de 2013, por um empresário paranaense que deve utilizar a carcaça em um museu a céu aberto. A aeronave de 107 lugares viajou pela última vez em 2006, em um voo de Fortaleza para Brasília, com escala em Salvador, e estava estacionado no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O leilão de 17 aeronaves da massa falida da Vasp, realizado no dia 30 de setembro de 2013 pela Justiça de São Paulo, rendeu R$ 1,9 milhão. Os recursos serão utilizados para o pagamento de credores da empresa aérea e indenizações trabalhistas. Dezesseis Boeings 737-200 e um Airbus A300 foram vendidos.

Quatro aviões, sendo dois localizados no Aeroporto Internacional de Recife (PE) e dois no de Manaus (AM), foram vendidos como sucata. Os demais, apesar de inteiros, foram classificados pela Agência Nacional de Avião Civil (Anac) como não “aeronavegáveis”.

G1

Nota: Após 17 dias de viagem, a carcaça de avião chegou a Itapejara d’Oeste
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