Você compraria um caça "fora de linha"?


Esta semana notícias sobre o final da linha de montagem do F/A-18 "Super Hornet" movimentaram os fóruns de discussão sobre defesa e aviação. A bem da verdade é que o futuro do Super Hornet não parece muito promissor.

A sua continuidade na Marinha Americana esta intimamente ligada ao desenvolvimento do seu sucessor o F-35C que, como noticiamos, somente agora começa a testar a funcionalidade de seu gancho. Somente haverá novos pedidos para a Marinha se ocorrerem atrasos no programa F35.

Por outro lado a Boeing concorre em vários processos de licitação de caças, entre eles o Brasil e o Canadá. Em ambos os casos nada esta decidido. O Canadá ainda tem dúvidas sobre os custos do F35 e se ainda vale a pena investir em uma aeronave de tecnologia anterior.
Sendo já fruto do desenvolvimento de um projeto anterior, o Super Hornet é um projeto consolidado e tem pouco a evoluir ou sofrer mudanças. O mais provável é que daqui para frente sejam feitas apenas atualizações nas células que estão em serviço, como melhorias na sua assinatura no radar, na aviônica e adoção de tanques conformais em um pacote que foi apelidado de "Silent Hornet". 

Outra possibilidade é a transformação de algumas unidades do padrão F para o padrão G (Growler ) de guerra eletrônica.

Atualmente só a Marinha Americana e a Força Aérea Australiana operam Super Hornets. Não confundir com a versões anteriores do Hornet (A/B/C/D) que operam em diversos países da Europa, Oceania, Oriente Médio e América do Norte.

Por enquanto o final da linha de montagem do Super Hornet esta programado para 2016. Segundo alguns sites de defesa, a Boeing necessita de dois caças por mês para manter sua linha de produção do SH após esta data.