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Por que o Brasil escolheu o caça sueco Gripen

Componentes que podem ser fabricados no Brasil (Fonte Poder Aéreo ano 2009)

A transferência de tecnologia e a possibilidade de que os novos caças da Força Aérea Brasileira sejam desenvolvidos em conjunto com empresas brasileiras foi fundamental para a escolha do avião Gripen NG, da sueca Saab, como a vencedora do programa FX-2, de renovação da frota de caças brasileiros. “Vamos ter propriedade intelectual conjunta de 100% do avião”, disse o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, em entrevista coletiva nesta quarta, 18, ao anunciar a empresa sueca como vencedora da disputa, que também contava com o americano F-18, da Boeing, e o francês Rafale, da Dassault.

Além da transferência de tecnologia, pesaram a performance, e o custo de aquisição e manutenção da aeronave. “Foi uma escolha pelo melhor equilíbrio entre estes três itens”, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim. O custo do contrato é de US$ 4,5 bilhões, para o fornecimento de 36 aeronaves entre 2018 e 2023.

A Embraer será a principal parceira da Saab no desenvolvimento do projeto, que conta com outras empresas brasileiras. Uma delas é a Akaer, empresa de São José dos Campos que está desenvolvendo a asa do avião junto com a empresa sueca. Saito disse que 80% do corpo do avião será produzido no Brasil, mas os detalhes serão negociados na fase de elaboração do contrato, que deve demorar de 10 a 12 meses. A partir do contrato, as primeiras unidades começarão a ser entregues em quatro anos. O desenvolvimento conjunto vai permitir que aviões vendidos para terceiros países também sejam parcialmente fabricados no Brasil.

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