Modernidade, ainda que tardia


Até a chegada dos caças, em 2018, o Brasil fica em desvantagem em relação a vizinhos sul-americanos, como já está há 15 anos. Os sukhoi russos da Venezuela têm longo alcance e muito poder de fogo, e os F-16 do Chile são mais modernos que os F-5 brasileiros.

Os nosso F-5 receberam atualização eletrônica. Mas não há possibilidade de conflito com o Chile e os problemas da Venezuela são com a Colômbia, não com o Brasil.

Por falar em Colômbia, o Brasil amazônico tem problema, sim, com as Farc, que têm recebido chumbo da Polícia Federal e do Exército nas vezes em que ousou cruzar os limites da fronteira. São questões que, do ar, o supertucano dá conta. São quase cem supertucanos, a maior parte na fronteira oeste.

O F-18 da Boeing não perdeu por causa da espionagem americana. Ele sempre esteve em terceiro lugar, pelo o preço e a desconfiança em transferir tecnologia. O sueco já é o preferido da FAB há quase três anos, por preço, pista curta de 500 metros e, sobretudo, pelo compartilhamento de tecnologia e a possibilidade de construir no Brasil muitos mais Gripen com a Embraer se beneficiando e com o mercado que virá.

Até a chegada dos Gripen, a FAB continuará desfalcada, como estava há 15 anos, quando o negócio começou. Enfim, dia 31 aposentam-se o Mirage e a Kombi. Vêm o Gripen, o air-bag e o ABS. Modernidade, ainda que tardia.