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Mais um chato falando do Gripen


O curioso desta história da compra dos caças é que de repente todo mundo é fã de Gripen desde criancinha. No entanto, antes da decisão você mal achava uma meia dúzia de gatos pingados que assumiam em público sua torcida pelo avião Sueco. 

Eu posso até entender alguns editores de sites especializados que se mantiveram em silencio esse tempo todo. Afinal, eles vivem de propaganda. Manifestar sua torcida é queimar o próprio filme. Terminado o processo, agora ficam feito crianças nas rodas de amigos gritando "Chupa Rafaletada".

Mas e o cidadão comum? Aquele que não ganha nem perde com essa escolha? Porque não manifestou sua simpatia antes? Talvez porque seus torcedores tenham sido sempre uma minoria.

Uma semana antes da decisão ser anunciada, perguntei em uma enquete de Facebook para mais de cento e cinquenta pessoas interessadas nos assuntos de defesa, qual era o caça que ela escolheria para a FAB. A lista de opções incluía Gripen, Rafale, SH, F16, F35, Su-35, PAK FA e até tampões.

Três dias depois, tabulando os resultados encontrei algo em torno de 33% das preferencias para o PAK FA, seguido por SH e Rafale, com algo em torno de 20% e um pouco menos que isso para o Gripen.

Repetindo a pesquisa após o anuncio da decisão, desta vez colocando apenas caças comparáveis como Gripen, Mirage 2000-5, F16 e J10, o sueco alcançou mais de 85% da preferencia. 

O mesmo procedimento foi feito com um grupo menor de pessoas mais velhas que de alguma forma estavam ligadas às questões de defesa. O que encontrei foi um empate técnico entre Rafale e PAK FA na primeira enquete com vitória do F16 na segunda.

O que eu devo concluir disso? Que talvez, entre as pessoas com maior acesso a informações o Gripen nunca foi o favorito, pois não ganhou nenhuma das primeiras enquetes. Se estes dados podem ser extrapolados apesar do universo da amostra ser tão restrito, o que me pareceu consenso é que a maioria preferiria um caça pesado com dois motores, visto ser esta a característica comum aos caças mais votados.

Entre o público mais jovem do primeiro grupo, o fato de ainda estar em desenvolvimento não  foi empecilho, tanto para a escolha do PAK FA como do Gripen.

A questão da preferencia sobre o numero de motores pode ser explicada pela segurança que eles proporcionam. Em uma rápida olhada pela internet, verificamos que a maior parte das aeronaves militares de caça acidentadas nos últimos meses possuem um único motor. 

Por outro lado, esse maior número de acidentes também poderia ser justificado pela maior quantidade de aeronaves monoturbinas vendidas, já que o seu preço é mais acessível. Teremos com o Gripen o mesmo número de perdas que tivemos com o Mirage III na FAB? Não sei... Espero que não.

O que sei é que, ao relacionar os principais caças de superioridade aérea de hoje quase todos tem duas turbinas, pois a razão não é somente segurança. Radar, avionicos e armamento para combate além do alcance visual pesam e peso exige potencia. 

Se a plataforma não permitir aprimoramentos no futuro por uma questão de "espaço físico" ou peso, podemos compensar essa deficiência com aeronaves como os nossos E-99. 

O fato é que escolheram um caça que impõe respeito mas não assusta. Porem, se o alto comando da FAB diz que o Gripen atende suas necessidades quem sou eu, "um insignificante blogueiro", para questionar? O melhor a fazer é calar a boca, porque de boca fechada não sai Merd*
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