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Força Aérea do Peru reativa serviço de investigação de óvnis

Vista aérea das linhas que formam um beija-flor no deserto de Nazca no Peru
O Difaa (Departamento de Investigação de Fenômenos Aéreos Anômalos), criado pela Força Aérea peruana em 2001, está sendo reativado após cinco anos porque, segundo o coronel Julio Vucetich, a imprensa local vem reportando cada vez mais casos de discos voadores avistados.

Segundo Vucetich, que dirige a divisão de interesses aeroespaciais da Força Aérea, a unidade contará com sociólogos, arqueólogos, astrônomos, meteorologistas e militares para analisar os eventos.


"Muita gente não reporta ter visto óvnis porque teme que isso os torne alvo de zombarias. Mas hoje em dia, com as novas tecnologias --vídeos gravados por celulares, Facebook, Twitter--, elas podem ser muito mais abertas, sem sentir que são as únicas a terem visto o que viram", diz. 

 "O novo serviço precisa que essas pessoas se apresentem e reportem o que viram para que possamos criar um arquivo e, usando suas informações, conduzir as análises e investigações requeridas", acrescenta o coronel.

Ele conversa com a reportagem enquanto folheia um grosso álbum de recortes de reportagens sobre óvnis publicadas pela imprensa peruana dos anos 50 até agora.

O país abriga as famosas linhas de Nazca, grandes sulcos no chão que formam figuras que só podem ser vistas do alto.

Especula-se que os desenhos, de origem desconhecida, tenham sido feitos por extraterrestres.

Vucetich diz que o departamento já atendeu a chamados sobre o crescente número de fenômenos naturais e artificiais, de quedas de meteoritos à presença de "lixo espacial" no Peru.

Não é incomum que óvnis sejam avistados no céu do Peru. Em meados de outubro, a imprensa local reportou que aldeões em Marabamba, na região de Huanuco, centro do país, viram bolas luminosas voando pelo céu por diversos dias seguidos.

Numerosos contatos informando sobre a presença de óvnis foram feitos em Chilca, uma cidade turística 59 km ao sul de Lima. Os incidentes atraíram investigadores de óvnis de todo o mundo.

Paulina Jimenez, 82, que costumava viver em Chilca, disse ao "Guardian" que 16 anos atrás viu "um número imenso de luzes reluzentes" por sobre um penhasco diante da praia de Yaya, o local em que óvnis são mais comumente avistados.

"Existem vários lugares no Peru em que óvnis são avistados regularmente. O ruim é que esses incidentes jamais foram provados, e por isso não posso confirmá-los em nome da Força Aérea", diz Vucetich.

Ele acrescentou ter visto pessoalmente incidentes que só pode descrever como "fenômenos aéreos anômalos". "Em base pessoal, para mim está claro que não estamos sozinhos neste mundo ou no universo", disse o coronel.

O Difaa tem uma linha gratuita para contatos telefônicos, um endereço de e-mail (dinae@fap.mil.pe) e um site para que a presença de óvnis seja reportada.

A reativação do departamento especializado em óvnis permitirá que o Peru compare e compartilhe informações com agências semelhantes em outros países da América Latina. 

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