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Rota livre para o crime

T33 Bolivianos: um antigo treinador na função de caça
Alguns países da América Latina simplesmente esqueceram o que é aviação de caça. Sem investimentos, algumas delas lutam para existir. A falta de investimento torna a região um caminho livre para a contravenção e o crime.

Apesar da compra recente de LIFTs chineses, a Bolívia, por exemplo, ainda opera velhos T33. Aviões projetados pouco depois da segunda guerra. Subsônicos e sem o apoio de aeronaves de vigilância ou radares, pouco podem fazer contra aviões que passem pela fronteira.

A37 Uruguaios: usado no tempo do vietnam
Situação pior encontra-se o Uruguai, operando velhos A-37 Dragonfly, aviões que o Brasil deixou de utilizar na versão de treinador ainda na década de 70. Com uma velocidade máxima de 680 Km/h, essa aeronave mal consegue alcançar jatos da aviação executiva. 

Pucará: especializado em ataque ao solo
A Força Aérea Uruguaia luta para manter seus pilotos tamanha é a evasão deles para a aviação civil. Dizem que a força sonha com F5 chilenos, mas no seu bolso mal cabem os Super Tucanos brasileiros. Lembrando que a hora/voo de um F5 pode custar de 5 a 8 vezes mais que um turbo hélice.

Atualmente utilizam o Pucará para contra insurgência e ataque ao solo. A maior incoerência é, mesmo tendo poucos recursos, o Governo Uruguaio mobilizou alguns helicópteros para uma força internacional no Congo. Apesar de ser um excelente treinamento, não deveria ser prioridade para uma força que deveria passar por uma renovação.

T27 Paraguaios
Difícil falar do Paraguai sem fazer ironia. Mal se conseguem informações pela ausência de sites institucionais. Sua aviação de caça limita-se a meia dúzia de T-27 Tucanos.

Diante dessa explanação, a pergunta que fica é porque razão esses governos não investem mais recursos em policiamento aéreo? Combater atividades ilícitas na fronteira não seria prioridade deles? Muito suspeito.

Considerações complementares feitas após a publicação

Quem vê no Youtube Super Tucanos da FAB e da Colômbia perseguindo aviões do narco tráfico deve supor que eles sejam mais que suficientes para interceptar uma pequena aeronave. Porém, vamos lembrar que para serem interceptados, primeiro eles precisam ser detectados por um controle aéreo, coisa ainda muito precária em alguns países.

Para que um Super Tucano, cuja velocidade mal chega a 600 km/hora, alcance um Cessna voando a 200 km/h, a distancia entre eles não poderá ser maior que três vezes a distância do Cessna com a fronteira, caso contrário, ao alcança-lo o Cessna já estará em outra jurisdição.

Lembrando que a cada dia, narco traficantes buscam alternativas para distribuição de seu produto, um exemplo é o uso de submarinos. Recentemente um avião da Air France oriundo da venezuela foi apreendido em Paris com mais de uma tonelada de cocaína.

Porém devo ser justo. Ao relacionar estes três países, estou sendo equivocado comparando Uruguai com Bolívia e Paraguai. O Uruguai vive uma condição política diferente. Seus dirigentes e suas forças não aparecem com frequência no noticiário envolvidos com criminosos.

Geograficamente, não faz fronteira com nenhum estado brasileiro utilizado como rota de tráfico. Seu único problema é a questão da possível legalização da maconha, que poderia representar um problema para os seus vizinhos no futuro.

Atualizações:

Recentemente o Uruguay inaugurou um novo sistema de radar para controle de trafego aéreo. Trata-se de um sistema de radar SELEX cobrindo 250 milhas náuticas com o seu radar secundário modo S, enquanto seu radar primário irá detectar aviões dentro de 80 milhas náuticas.
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