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Entre o "ruim" e o "pior", eu fico com nenhum


Atualmente nos fóruns de defesa o clima é de desespero. Qualquer nota que sai sobre qualquer caça russo, chines ou marciano gera tumulto e expectativa. Todos ávidos por uma notícia, que seja de preferencia boa. Os mais pessimistas já desistiram, mas alguns ainda acreditam, afinal são brasileiros e não desistem nunca.

Bastou uma nota sobre o início das exportações do JF17 e muitos já começaram a gostar da ideia. Puro desespero de causa. Há três meses atrás, no auge da possibilidade da compra dos Hornets, se alguém cogitasse tal blasfêmia seria internado com suspeita de diarreia cerebral.

O Thunder JF17 é um avião Sino-paquistanês que nos seus países de origem NÃO é considerado como um caça de primeira linha. A China prefere apostar nos seus J10 e J11 como principal linha de defesa aérea. Mesmo assim, ainda importam caças russos Sukhoi para garantir o fornecimento de motores que ainda não conseguiram copiar.

Já os melhores caças do paquistaneses são seus F-16. O Paquistão também é o maior operador de Mirage III/V, cujas aeronaves passaram por uma grande atualização.


O grande mérito do Thunder é seu baixo custo. Estima-se que o preço por unidade fique na ordem de 25 milhões de dólares. Tal valor permitiria ao Paquistão a aquisição de uma grande quantidade de aeronaves para substituir seus numerosos F7 e Mirages que estão próximos da aposentadoria.

Em termos numéricos, no que diz respeito a velocidade, teto, alcance, o JF17 tem uma performance comparável aos nossos F5, porem tem controles de voo fly-by-wire, integração a um maior número de armas, modernos avionicos, enfim, vantagens que só um projeto mais novo pode conferir. Seu projeto também leva em consideração conceitos mais recentes para redução da assinatura no radar.


Seu único motor promete baixo consumo, facilidade e baixo custo de manutenção. Porem não esta claro se a motorização continua sendo a Klimov RD93, uma versão melhorada do motoro original do Mig29, ou outra turbina.

Mesmo com tudo isso, trocar F5 por JF17 parece trocar 6 por meia-dúzia. Parece trocar o seu carro velho de marca boa confiável por um zero km chinês. Talvez seja puro preconceito, mas só o tempo para desfazer esta ideia errada.


Outro problema é que nossas aquisições acontecem a cada 30-40 anos. Sendo assim, podemos acreditar que um produto de DNA chinês duraria todo esse tempo? Levando em consideração as notícias de acidentes dos Karakorum chineses em nossos vizinhos, da para confiar em um produto sino paquistanês?

Entre F5 e JF17 eu fico com KAI FA 50, mas isso é assunto para outra postagem

Em tempo: Leia a matéria sobre motores russos nos aviões chineses
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